O clima eleitoral no Brasil se intensifica
em tensões e toma nuances de uma guerra de desinformações sem precedentes nas
eleições brasileiras, contando com meios de comunicações modernos, o uso de
redes sociais e aplicativos que permitem uma comunicação instantânea, as
relações com o pleito tomou formas de um conflito entre pessoas que antes não
tomariam partido no processo eleitora. Há um clima de tensão e de divisão do país,
notadamente por uma questão: As urnas eletrônicas – sinônimo de agilidade e
rapidez no processo de apuração – foram ou não fraudadas?
Entre declarações de autoridades dos
três poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), petições de
candidatos e membros da sociedade civil organizada, manifestações de empresas
de auditoria e presidência dos muitos partidos políticos existentes no Brasil
há quem ateste a segurança das urnas eletrônicas, afirmando que tais
dispositivos não estão conectados à rede mundial de internet. Do outro lado dos
que afirmam que tal sistema de processamento de dados não é seguro, uma vez que
o programa empregado pelos equipamentos não poderia ser auditado na sua
totalidade – tese que faz muito sentido – o que inviabilizaria a total certeza
de que os votos em regiões mais distantes do Brasil (um país de proporções
continentais) não seriam fruto de manipulação. Tais dúvidas se somam, e ganham
musculatura, após a tentativa de assassinato do candidato mais popular da
história recente do Brasil. País este que passou por um processo de purga, no
qual a maior parte da velha representação política está respondendo processos
penais e cíveis ou, está presa na “República de Curitiba”, cidade essa que
ficou internacionalmente conhecida por sediar a estrutura criminosa de lavagem
de dinheiro que abasteceu um esquema criminoso que imperou no território
nacional por mais de 13 anos.
A certeza é que essas eleições tem
todos os elementos para de um filme de terror, com cenas de um romance de
espionagem e traços de um humor negro. Enquanto o processo todo se desenrola, e
o Brasil caminha para o segundo turno a única certeza que há é, a de que o país
do mensalão e do jeitinho quer renovações, a escala da pobreza cresce, a
insatisfação popular se acumula e o cidadão médio – vítima inocente da guerra
(por enquanto) de desinformação – se vê acossado por toda sorte de propaganda
direta e indireta, restando apenas uma única certeza sobre a lisura do processo
eleitoral brasileiro... a dúvida. A incerteza sobre sua segurança e
confiabilidade. Se houve, ou haverá fraude, apenas em um futuro muito distante
saberemos. Há no entanto uma certeza... O Brasil não será o mesmo, depois
dessas eleições.