Recentemente
um episódio envolvendo um ministro do Supremo Tribunal Federal
(S.T.F) e um advogado em um voo comercial criou celeuma nas redes
sociais, com a maioria esmagadora dos integrantes de tais redes
apoiando a atitude do advogado ao desrespeitar publicamente um
ministro da Suprema Corte brasileira, e seria de se esperar deste que
vos escreve – também advogado – que defendesse a atitude do
colega e que cerasse fileiras desferindo um ataque escrito contra os
ministros do Supremo: Não irei, não me somo a uma maioria burra.
Os
motivos são claros, óbvios no meu entender. Por mais que venhamos a
descordar dos julgados dos juízes, desembargadores ou ministros,
devemos acatar a decisão tomada. Há o tribunal do povo, existe uma
interpretação popular e um julgamento técnico, muito embora eu
concorde que a técnica tenha sido abandonada por alguns juízes,
devemos manter nosso respeito e lutar da maneira mais honrosa
possível dentro de nosso ofício, sustentando os argumentos da lei,
mantendo-nos nas trincheiras da constituição e com a munição que
a lei nos alimenta.
No
momento que juízes e advogados levam seu enfrentamento para fora dos
tribunais, para longe do espaço da argumentação e da razão o
indicativo não é nada positivo. Não podemos substituir a lógica e
a argumentação pela ofensa e pelos gritos, não é maduro atacarmos
as pessoas que proferiram as decisões – e eu aceito o fato de que
muitas dessas decisões não são motivadas ou amparadas unicamente
pelo anseio de fazer justiça – sob pena de passarmos ao campo do
conflito pessoal.
No
atual cenário brasileiro, com a crise que se avizinha no cenário
internacional, uma grave crise sistêmica de instituições e com uma
economia devastada por sucessivas administrações do Partido dos
Trabalhadores, o Brasil não pode passar por um cenário de cisões e
separações internas. Devemos trabalhar para reerguer o Brasil, para
produzirmos e desfrutarmos das alianças que virão com a
Administração J Bolsonaro.
Encerro
essa reflexão chamando o povo brasileiro a unir-se, a lutar de uma
maneira honrosa e digna contra qualquer injustiça, sempre
deixando-se orientar pelo bom senso e pelo sentimento de justiça,
respeitando as instituições assim criando um cenário propício
para que a nova gestão faça seu trabalho, tenham certeza… não há
mais espaço para o compadrio no novo país que surgirá após a
posse do nosso presidente Jair Bolsonaro.

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