quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O triunfo da estupidez




Recentemente um episódio envolvendo um ministro do Supremo Tribunal Federal (S.T.F) e um advogado em um voo comercial criou celeuma nas redes sociais, com a maioria esmagadora dos integrantes de tais redes apoiando a atitude do advogado ao desrespeitar publicamente um ministro da Suprema Corte brasileira, e seria de se esperar deste que vos escreve – também advogado – que defendesse a atitude do colega e que cerasse fileiras desferindo um ataque escrito contra os ministros do Supremo: Não irei, não me somo a uma maioria burra.

Os motivos são claros, óbvios no meu entender. Por mais que venhamos a descordar dos julgados dos juízes, desembargadores ou ministros, devemos acatar a decisão tomada. Há o tribunal do povo, existe uma interpretação popular e um julgamento técnico, muito embora eu concorde que a técnica tenha sido abandonada por alguns juízes, devemos manter nosso respeito e lutar da maneira mais honrosa possível dentro de nosso ofício, sustentando os argumentos da lei, mantendo-nos nas trincheiras da constituição e com a munição que a lei nos alimenta.

No momento que juízes e advogados levam seu enfrentamento para fora dos tribunais, para longe do espaço da argumentação e da razão o indicativo não é nada positivo. Não podemos substituir a lógica e a argumentação pela ofensa e pelos gritos, não é maduro atacarmos as pessoas que proferiram as decisões – e eu aceito o fato de que muitas dessas decisões não são motivadas ou amparadas unicamente pelo anseio de fazer justiça – sob pena de passarmos ao campo do conflito pessoal.

No atual cenário brasileiro, com a crise que se avizinha no cenário internacional, uma grave crise sistêmica de instituições e com uma economia devastada por sucessivas administrações do Partido dos Trabalhadores, o Brasil não pode passar por um cenário de cisões e separações internas. Devemos trabalhar para reerguer o Brasil, para produzirmos e desfrutarmos das alianças que virão com a Administração J Bolsonaro.

Encerro essa reflexão chamando o povo brasileiro a unir-se, a lutar de uma maneira honrosa e digna contra qualquer injustiça, sempre deixando-se orientar pelo bom senso e pelo sentimento de justiça, respeitando as instituições assim criando um cenário propício para que a nova gestão faça seu trabalho, tenham certeza… não há mais espaço para o compadrio no novo país que surgirá após a posse do nosso presidente Jair Bolsonaro.

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